Hábitos alimentares podem ser influenciados por imagens

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É possível mudar a alimentação de uma pessoa em apenas dois meses? De acordo com um estudo realizado por pesquisadoras do curso de nutrição da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP isso pode ser verdade.

Durante a pesquisa realizada com um grupo de 33 mulheres, sendo 18 magras e 15 obesas – todas classificadas segundo o Índice de Massa Corporal (IMC), todas elas mudaram seus hábitos alimentares em apenas 60 dias. A nutricionista responsável pela pesquisa, Flávia Gonçalves Micali, usou técnicas de memorização com imagens de impacto.

Segundo estudos sobre métodos de educação em saúde, o uso de imagens associadas à informação escrita ou verbal, pode favorecer processos cognitivos, como atenção, memória e adesão às informações. Pensando nisso, Flávia produziu 20 imagens que ilustravam quatro temas: Vida doce, cuidando do açúcar; Comer bem fazendo as melhores escolhas; Comida gostosa e com pouca gordura e Cuido de mim com comida saudável.

As imagens tinham o objetivo de impactar e com isso transmitir informações direcionadas, que enfatizassem tanto os aspectos negativos, como os positivos dos nutrientes. “Elas trazem representações da quantidade de açúcar contida em determinado alimento, o peso adquirido com o consumo de doces e bebidas, a comparação entre açúcar e placas de gordura", explica a nutricionista.

Nas imagens foram reproduzidos  pacotes de açúcar, de banha e bolinhas de gel amarelas, com isso as mulheres conseguiam enxergar o quanto de gordura determinado alimento ofereceria se ingerido.

Resultado

Após 30 dias, as participantes do estudo receberam um questionário que avaliava a memorização dos conteúdos e em seguida fizeram uma nova pesagem. O resultado foi de que as mulheres com peso ideal já apresentavam mudança em seus hábitos alimentares, porém sem alteração de peso. No caso das obesas, mais da metade obteve perda de peso.

A segunda análise foi realizada 60 dias após o contato com as imagens, e desta vez o resultado foi bastante positivo: todas as mulheres participantes do estudo mudaram seus hábitos alimentares. Quanto ao peso, não houve mudanças significativas. "No entanto, observou-se que, no intervalo de tempo inicial, 60% das mulheres obesas e 44,4% das magras perderam peso. Na segunda avaliação, 44,4% das mulheres obesas e 25% das magras mantiveram a perda de peso", complementa a pesquisadora.

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