Escondidinho de milho com carne-seca para aquecer as Festas Juninas

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Os prenúncios de junho chegam com os indícios das dezenas de celebrações juninas que estão sendo organizadas por todo o país. Dos quitutes degustados nas tradicionais comemorações à origem das mesmas, as festas juninas estão intrinsicamente ligadas ao povo brasileiro, já que nos foram apresentadas pelos portugueses, à época da colonização do Brasil, e bem recebidas pelos negros e índios que por aqui viviam. As festas se assemelhavam às de suas culturas, seja nas danças, nas oferendas, na exacerbação de comidas elaboradas.  No que se refere aos quitutes, renderiam dezenas de relatos de receitas. Mas, o que predomina em nossas memórias são os vários doces à base de grãos e cereais, que remetem à cultura do campo e da região interior do país, a exemplo do milho. Esse, origina uma penca de guloseimas, como a canjica, o curau, a pamonha, o bolo de milho, a pipoca, o milho cozido, entre outros.
Insumos que adoçam paladares também aquecem o corpo
Para mim, a sessão de salgados destas Festas pode ser melhor aproveitada. Afinal, o inverno se aproxima e em todo o país o mês é mais frio – lógico que os ares gélidos predominam no sul, mas as mudanças podes ser aferidas de formas diversas em todo o Brasil. Tanto é que enormes fogueiras são acesas para que as pessoas se aqueçam ao redor. Mas, em paralelo, os mesmos produtos que adoçam paladares não esquentam a alma. Para tanto, usei o insumo mais preponderante nos doces – O MILHO – para que todos se preparem para curtir ainda mais as celebrações juninas.
Para a receita, usei o  gengibre, o alho, a cebola, nacos de costelinha de porco, pimenta dedo-de-moça, salsinha, e a mais do que tradicional carne-seca. Isso tudo aliado ao cereal (grão de milho amarelo conhecido como mungunzá, usado para fazer canjica, que quando moído se torna a brasileiríssima quirerinha, canjiquinha, fubá grosso, enfim, comida pra galinha – uma verdadeira iguaria).
As festas começaram a ser realizadas durante todo o mês em homenagem a três santos: Santo Antônio (13 de junho); São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho) e se propagaram por todo o país para celebrar boas colheitas, bons presságios ou para celebrar a vida .
Escondidinho de milho com carne-seca
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INGREDIENTES
400 gramas de carne-seca já dessalgada e desfiada. Usar uma embalagem da Vapza, que já vem pronta para ser usada. Basta abrir a embalagem, dispor numa peneira e passar em água corrente e reservar.
200 gramas de costelinha de porco defumada
500 ml de caldo de carne ou de legumes
2 embalagens de mungunzá (de 280 gramas) processados com caldo de carne, ou de legumes, ou, ainda, com água morna
6/7 ou 8 dentes de alho picados
3 cebolas grande picadas
1 naco de gengibre picado
100 ml de azeite de oliva, ou até que cubra o fundo da panela
1 maço de cebolinha verde picado
Sal
½ colher de alecrim fresco picado
1 tomates sem sementes picado
1 pimenta dedo-de-moça com sementes picada
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PRÉ-PREPARO – Cortar os nacos de costelinha de porco defumada na longitudinal, a partir de cada ossinho. Uma ripa pequena, de cerca de 10 cm. Processar o mungunzá com água ou caldo de carne ou legumes e reservar.Com parte do verde, do alho, da cebola, nacos de tomate moído, azeite mais limão preparar um um molho vinagrete suave para ser regar por cima da quirerinha (escondidinho de milho)."Salsa

PREPARO – Aquecer o azeite e fritar lentamente o alho, a cebola, os nacos de  costelinha (cerca de 10 minutos), o gengibre, o loro, o gengibre e deixar até dourar. Mexer sempre, desprendendo a crosta dourada do fundo. Acrescentar a carne-seca Vapza e, em fogo baixo, agregar o mugunzá processado. Se estiver muito seco, colocar um pouco mais de caldo de carne (aquecido previamente)  – o suficiente para que o líquido incorpore a cor das carnes (caramelo ferrugem). Não deixar queimar no fundo. Em aproximadamente 20 minutos o prato estará pronto.
Para este preparo o uso dos ingredientes Vapza facilita e agiliza a finalização. Se a opção fosse usar a quirerinha ainda seca, além do tempo para demolhar o cereal, a cocção é morosa. O mesmo ocorre com a carne-seca, já que o produto usado na receita já vem dessalgado e desfiado.

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